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COLUNISTA Luciane Marangon Della Flora Visualizações: 200

O vestido de noiva

O vestido de noiva

Os sinos batiam e o tão sonhado dia do casamento chegara. Parecia bela e esplêndida, entretanto, mal sabia que não era assim que a viam. Coitada! Os desejos de infelicidade prevaleciam aos da alegria do amor eterno.

A beleza daquele vestido fazia resplandecer sua face e aquele sorriso parecia, certamente, sem igual. Os olhos da cor do verde mar azul resplandeciam no escuro daquela noite. Assim parecia, rumo à felicidade amorosa, mas aqueles passos levariam ela a outro destino.

Ao som da bela música orquestrada, sem instrumentos verdadeiros, cada passo delicado, regado de tremores, tornava mais próximo o momento mais esperado de uma romântica mulher. Aquele entrelace de braços, ligava duas almas, uma verdadeira, outra disfarçada. Uma jurava amar, outra, resplandecente de maldade e de inconstância de uma mente conturbada, percebida por tantos, menos por aquele vestido de noiva, fingia amor.

As palavras do ser superior daquele instante invadia o vazio daquele ser que a acompanhava e, de maneira lapsa, um calafrio tomava conta daquele brilhante e alvo vestido, fazendo com que a tristeza invadisse seus olhos e sua alma. O sim que dava a ele era, ao mesmo tempo, o não que assinava com a alegria de viver.

Aquele vestido de noiva, com passos trêmulos e sorriso amarelo, não foi capaz de impedir que os anos seguintes fossem regados a sangue, dor e incompreensão. Após as piores núpcias que uma noiva poderia imaginar, aquele vestido foi devolvido ao local de origem, mesmo que estivesse ele embebido pelas lágrimas de uma mulher infeliz, que percebia que o sofrimento e a tristeza a acompanhavam por má sorte ou por errada escolha. Aliás, sentimentos taciturnos jamais são imagináveis ou desejados, ao menos para quem sofre.

Ela havia esperado por alegrias, entretanto, mesmo tentando semear, acabou colhendo discórdias e dores que a levaram ao destino final de uma das histórias tristes que desde o primeiro badalar do sino da igreja havia feito morada naquele vestido. A recuperação daquela alma não foi simples, entretanto, acredita ela que, talvez, nos passos que a sucederam aquele infortúnio, o vestido dera mais sorte ou, quem sabe, aquele vestido nunca mais foi escolhido para marcar a alma sonhadora de alguém.

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