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COLUNISTA Conexão Política Visualizações: Contabilizando

Lula é condenado por unanimidade e tem pena aumentada para 12 anos de prisão

Lula é condenado por unanimidade e tem pena aumentada para 12 anos de prisão

Após mais de 8 horas de julgamento, os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), decidiu por unanimidade a manutenção da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além da manutenção da condenação, os desembargadores ampliaram de 9 anos e 6 meses para 12 anos e 01 mês de prisão em regime fechado. Com o placar, o único recurso que resta para a defesa do petista são os chamados “embargos de declaração” que não permitem reverter a situação. Esse tipo de recurso somente admite o esclarecimento de ambiguidades, pontos obscuros, contradições ou omissões no acórdão (documento que oficializa a decisão). Uma eventual prisão de Lula, como determinado pelos desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus só será possível após um novo julgamento, específico desse recurso, que será analisado pelos mesmos magistrados. O julgamento dos embargos de declaração costuma ser mais rápido. De qualquer modo, a defesa de Lula ainda poderá recorrer da condenação a mais duas instâncias superiores: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), ambos em Brasília. Mas, nesse caso, Lula já poderá estar preso quando os recursos forem apresentados. Embora ele esteja sujeito à prisão após o julgamentos dos embargos no TRF-4, a defesa ainda poderá pedir soltura ao STJ e ao STF para que ele recorra em liberdade. Na esfera eleitoral, a situação de Lula só será definida no segundo semestre deste ano, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisar o registro de candidatura de Lula. O PT tem até o dia 15 de agosto para protocolar o pedido e a Corte tem até o dia 17 de setembro para aceitar ou rejeitar a candidatura. A Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados por tribunal colegiado (como é o caso do TRF4), prevê também a possibilidade de alguém continuar disputando um cargo público caso ainda tenha recursos contra a condenação pendentes de decisão.

G1

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