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Defesa Civil inicia trabalho de mapeamento de risco na região Oeste do Estado

Defesa Civil inicia trabalho de mapeamento de risco na região Oeste do Estado

A Defesa Civil inicia na próxima semana, o trabalho de mapeamento de risco geológico e hidrológico nos municípios da região Oeste do estado. O trabalho é uma parceria entre governo do Estado e Federal, por meio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Os trabalhos iniciarão no dia 15 pelas cidades de Coronel Martins, Galvão, Jupiá, São Bernardino e Novo Horizonte. A partir do dia 14 de fevereiro será a vez de Faxinal dos Guedes, Ouro Verde, Passos Maia, Ponte Serrada, Vargeão, Abelardo Luz, Bom Jesus, Ipuaçu e São Domingos. As cidades de Entre Rios, Lajeado Grande, Marema e Xaxim terão estes levantamentos feitos a partir do dia 19 de fevereiro. De acordo com o Coordenador Regional da Defesa Civil, Luciano Peri, Xanxerê e São Lourenço do Oeste já possuem o mapeamento e estarão na segunda etapa do programa a partir de abril, quando será feito a atualização das cartas de suscetibilidade de risco. Santa Catarina será o primeiro estado do Brasil a mapear nos 295 municípios todas as áreas de risco geológico e hidrológico com foco no planejamento urbano, prevenção e proteção à população. O convênio de R$ 20,7 milhões foi assinado pelo governador Raimundo Colombo, pelo secretário da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, e pelo diretor de Geologia e Recursos Minerais do Ministério de Minas e Energia, Jose Andriotti, na capital do estado.

Xanxerê

Peri destaca que o município de Xanxerê está inserido no domínio de rochas vulcânicas da Formação Serra Geral, Cretáceo da Bacia do Paraná. Em contato com essas rochas vulcânicas, encontram-se depósitos quaternários aluviais relacionados ao Rio Xanxerê. A região caracteriza-se por solos residuais areno-argilosos com presença de blocos e por solos coluvionais resultado dos processos de movimentação de massa das regiões de altas declividades. A ocupação urbana deste município ocorreu próxima ao Rio Xanxerê, com o crescimento da cidade o rio e seus afluentes foram sendo canalizados sem estudos hidrológicos/geotécnico para o perfeito dimensionamento destes canais. Este processo de canalização hoje configura gargalos que impedem o perfeito escoamento das águas do rio e afluentes em situações de chuvas intensas. Desta maneira, em porções não canalizadas do rio, este extravasa inundando porções da cidade e causando transtornos para a população. Localmente, a população ocupa terrenos em cotas mais altas constituídas de solo residual e coluvionar com risco de enxurrada, queda/rolamento de blocos e escorregamentos. Na história do município, ocorreram diversos eventos de cheia do Rio Xanxerê. A maior enchente ocorreu em 1983. Outro evento significativo que atingiu grande parte do município foi em 1990. Cabe ressaltar que, segundo relatos, eventos de inundação de menores magnitudes são recorrentes, ocorrendo no mínimo duas vezes ao ano.

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